Não é justo a pandemia adiar a homenagem ao poeta. Eduardo White é celebrado em Lisboa

Não é justo a pandemia adiar a homenagem ao poeta. Eduardo White é celebrado em Lisboa

O que era para ter acontecido na primeira semana de Novembro e o escalar da situação da pandemia da COVID-19 em Portugal adiou, vai ser, agora, nesta quarta-feira, 18 de Novembro, na Casa Mocambo , em Lisboa.

 

Eduardo White, o poeta moçambicano a 57 anos e falecido a seis, escreveu num dos seus poemas, os versos que são mote para um tributo que se queria adiado, mas que vai acontencer, como um vaticino: “Não é justo um pássaro / Onde ele não pode voar”.

 

O evento será a partir das 16 horas de Lisboa, 18h em Moçambique, na Casa Mocambo e online na página da LITERATAS no Facebook. O tributo ao poeta que a organização classifica-o como “um dos grandes nomes da literatura moçambicana” será em recital de poesia e música, com a participação dos seus conterrâneos, artistas de diferentes áreas, Venâncio Calisto, o actor que é também curador do evento, Rita Couto, actriz e Timóteo Cuche, saxofonista.

 

A organização anuncia que o “público poderá ter acesso, no local do evento, a alguns títulos de Eduardo White, Luís Carlos Patraquim e Ana Mafalda Leite através da banca especial de livros organizada pela LITERATURAS AFRIKANAS”.

 

O tributo ao Eduardo White, afirmam os organizadores, é “como uma revisitação aos poemas existencialistas, de critica e engajamento social, assim como de louvor ao amor que povoam o universo poético do autor”.

 

“O evento tem a intencionalidade de contrariar a cultura do esquecimento, exaltar a memória e reavivar o encanto e o poder transformador da poesia nestes tempos sombrios em que vivemos” assumem.

 

Eduardo Costely White nasceu a 21 de Novembro de 1963 em Quelimane, centro de Moçambique, e faleceu a 24 de Agosto de 2014. É dos autores mais importantes da literatura moçambicana, que se destacou como poetas, mas como um criativo nas artes, da arte moçambicana no geral. É autor de mais de uma dezena de livros de poesia, entre os quais “País de Mim” (1990) - Prémio Gazeta revista Tempo; “Poemas da Ciência de Voar e da Engenharia de Ser Ave” (1992) - Prémio Nacional de Poesia; “Dormir com Deus e um Navio na Língua” (2001), bilingue português/inglês, Prémio Consagração Rui de Noronha (Editora Labirinto); “O Manual das Mãos” (2004) - Grande Prémio de Literatura José Craveirinha e Prémio TVZine para Literatura; “O Poeta Diarista e os Ascetas Desiluminados” (2012) - Prémio Glória de Sant’Anna; venceu ainda em 2012 o prémio BCI de Literatura com a obra “O Libreto da Miséria”.

 

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