Exposição junta mestre e discípulo na “Fundação Couto”

Exposição junta mestre e discípulo na “Fundação Couto”

“Aproximações incompletas” é o título da exposição colectiva que será inaugurada amanhã a noite na galeria da Fundação Fernando Leite Couto (FFLC), em Maputo. A mostra de artes plásticas junta Quehá e Vovo´s (pseudónimos de João Paulo e José Estevão, mestre e discípulo, respectivamente) e a estará patente até 31 de Outubro corrente.

 

Sob a curadoria de Yolanda Couto, a expo é o culminar de uma relação de mais de 20 anos entre os dois artistas plásticos e uma oportunidade impar de o discípulo mostrar o que tem aprendido do mestre, que por sua vez mostrará o que tem ensinado ao seu pupilo.

 

Neste “dueto”, os artistas plásticos colocam nos quadros impressões, tintas, telas e perspectivas em relação à pintura, que foram partilhando ao longo de duas décadas. Aliás, foi assim que nasceu o título desta colectiva concebida em função das similaridades entre ambos.

 

Este aspecto não significa, entretanto, ausência de elementos que distingam os dois criadores.

 

Os quadros que compõem “Aproximações incompletas” são deste período dominado pela crise causada pela Covid-19. Falam da frustração “que marca este ano que muito prometia, entretanto, ao cruzar a porta revelou-se coberto de incertezas e receios costurados pela pandemia que assola ao mundo”, refere a FFLC.

 

Apesar de estar o mundo mergulhado neste caos pandémico, Quehá e Vovo’s encontram uma luz no fundo do túnel através das suas pinturas. “Cada um abre a sua cortina e empresta cores fortes a composições tristes, crentes de que a busca pelo mundo perfeito, na perspectiva cristã, não se esgota”, explica a FFLC.

 

A primeira exposição de Quehá aconteceu em 1991, com o título “Descoberta”. A técnica de acrílico e a mista são o prato forte do criador, ainda que esta exposição se destaque pelo óleo sob a tela.

 

“Quehá, através de composições povoadas por semblantes combalidos, empresta cores vivas e fortes como que a tentar agarrar a luz e mantê-la acesa para não perdermos os traços do rosto da esperança”, escreve a Fundação.

 

Por sua vez, Vovo’s aborda temas intermináveis como a paz e a liberdade. As aves parte das formas que mais visíveis nos seus quadros. “Partindo de referências historicamente diferentes do mestre, investe na cor, que acredita ser vida, para transmitir as emoções da perseverança”, continuou a FFLC.

 

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